São Paulo sedia primeira edição do Festival Marista de Arte e Cultura
O Festival Marista de Arte e Cultura (FEMAC) foi pensado para celebrar talentos, expressões e histórias que nascem do encontro ent...
Quando
11/10/2026
Local
Salão Nobre – Arquidiocesano
Endereço
Ficha técnica
MOSTRA COMPETITIVA – DANÇAS POPULARES
Nome do grupo, coletivo ou projeto de dança
Grupo Dança do Corpo – grupo de dança contemporânea e de culturas populares que trabalham as expressões artísticas, dentro dos valores Marista.
Título da coreografia
As Valencianas
Educador(a) responsável pela produção:
Vinícius Sousa
Elenco da produção de dança
Brenda Giulia Tertuliano Da Silva Xavier
Brenda Isaura Oliveira Duarte
Eloa De Farias Campos
Maria Stefany Silva De Souza
Amanda Karyne Da Silva Santos
Leticia Maria Barbosa De Souza
Sarah Lopes Alves
Livia Victoria Cabral Pessoa
Taiuane Pietra De Arruda Cabral
Jhenyfer Vitoria Lima De Araujo
Alyne Barbosa Alves
Ana Julia Nascimento Silva
Isadora Silva Farias Albuquerque
Geiziany Vitoria De Arruda Santos
Sophia Lara Da Paz Pires
Guilherme Eduardo Dos Santos Gomes
Isaac Daniel Da Silva
Evellyn Vitoria Santos Do Carmo
Ana Cecilia Sarinho Da Silva
Alecia Lavinia Santana De Andrade
Lead – Apresentação resumida da produção.
“As Valencianas” celebra a força, o mistério e a poesia das mulheres eternizadas nas canções de Alceu Valença. Em um espetáculo de dança envolvente, a montagem coloca a figura feminina no centro da cena — não como mera musa, mas como a verdadeira protagonista de uma viagem inesquecível.
Release
RELEASE
A FORÇA FEMININA DE ALCEU VALENÇA GANHA OS PALCOS EM “AS VALENCIANAS”, ESPETÁCULO DE DANÇA DIRIGIDO PELO SEAC
Com coreografias de Vinicius Sousa, a montagem transforma o cancioneiro do mestre pernambucano em uma experiência estética visceral sobre o protagonismo, o mistério e a poesia da mulher.
O Conceito e a Proposta da Produção
“As Valencianas” nasce da premissa de desconstruir o papel passivo da musa na arte tradicional. O espetáculo de dança mergulha no vasto universo lírico e musical de Alceu Valença para extrair a essência das figuras femininas que habitam suas canções — à fluidez e altivez das personagens do agreste e do litoral pernambucano.
Nesta produção, a mulher deixa de ser apenas a inspiração contida na letra para ocupar o centro físico, dramático e conceitual do palco. O espetáculo se constrói como uma viagem ritualística e contemporânea pelos mundos cantados por Alceu, celebrando a mulher não apenas como símbolo estético, mas como agente transformador, força motriz e protagonista absoluta de sua própria história.
Proposta Estética e Referências
A linguagem visual e corporal de “As Valencianas” estabelece uma ponte entre a raiz popular do Nordeste e a dança contemporânea:
Corpo e Movimento: A movimentação une a vivacidade dos ritmos pernambucanos — como o frevo, o maracatu e o cirandeiro — à fluidez, expansão e uso do chão característicos da dança contemporânea. O resultado é uma dança visceral, enérgica e poeticamente densa.
Cenografia e Iluminação: A iluminação desenha no palco sombras e contrastes que evocam o mistério, o calor do sertão e a imensidão da praia. A cenografia aposta no minimalismo simbólico, dando destaque total à presença e à gestualidade das bailarinas.
Figurinos: Inspirados na estética mística e rústico-chique do imaginário alceuano, as peças combinam tecidos fluidos que ganham vida com o vento e o movimento, em uma paleta de cores que varia dos tons terra ao solar.
Processo Criativo e Dimensão Pedagógica
Sob a direção do NAC e com coreografias assinadas por Vinicius Sousa, o processo de criação pautou-se na pesquisa laboratorial de movimento e na escuta profunda da obra de Alceu Valença.
Para a construção coreográfica, Sousa utilizou métodos de improvisação guiada e análise da narrativa poética, encorajando o elenco a investigar suas próprias memórias e expressividades femininas. Em termos pedagógicos, a montagem serve como um estudo prático sobre como a música popular brasileira pode ser traduzida em partitura corporal, estimulando o público a desenvolver um olhar crítico e sensível sobre as relações entre dança, identidade de gênero e brasilidade.
Duração:
5 minutos
Classificação indicativa da apresentação
Livre