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Marista Brasil

Ei, Fale Baixo!

Grupo Andança

Quando

10/10/2026

Local

Salão Nobre – Arquidiocesano

Endereço

Ficha técnica

MOSTRA COMPETITIVA – DANÇA CONTEMPORÂNEA 

Nome do grupo, coletivo ou projeto de dança 

Grupo Andança 

Título da coreografia  

Ei, fale baixo! 

Educador(a) responsável pela produção: 

Julcélio Nóbrega 

Elenco da produção de dança  

Clara Nogueira Valle Vasconcelos
Larissa Castro Coelho Lins Brasileiro
Laura Pessoa Albuquerque
Luisa Arruda Veras Coelho Pereira
Luisa Rebêlo de Moraes Guerra
Luiza Lessa de Azevedo de Lima Rocha
Marília Fernandes Albuquerque
Sara Oliveira do Vale 

Lead – Apresentação resumida da produção. 

“Ei, fale baixo!” é uma afirmação da identidade nordestina. Pela dança, o sotaque, os gestos, ritmos e particularidades de nossa cultura tornam-se voz e movimento, celebrando o orgulho de ser nordestino e a resistência de uma cultura que se recusa a ser silenciada. 

Release 

“Ei, fale baixo!” nasce como um gesto de afirmação e orgulho diante de uma identidade que, tantas vezes, foi silenciada, estigmatizada ou reduzida a estereótipos. A coreografia parte da cultura nordestina como território de pertencimento, memória e resistência, trazendo para o corpo aquilo que nos constitui: nossos sotaques, ritmos, gestos, modos de falar, celebrar, ocupar espaços e contar nossas próprias histórias. Inspirada na força da identidade nordestina e na potência de sua cultura popular, a obra investiga a particularidade de ser e se reconhecer nordestino. O sotaque, frequentemente alvo de preconceito e motivo de tentativa de apagamento, transforma-se aqui em matéria poética: aquilo que antes poderia ser motivo de constrangimento ganha voz, presença e movimento. Falar “diferente” torna-se falar com a própria história. O título “Ei, fale baixo!” estabelece uma provocação. O pedido para falar baixo simboliza as inúmeras tentativas de silenciamento de uma cultura que, apesar das desigualdades e dos preconceitos, permanece viva, inventiva e profundamente brasileira. A resposta da coreografia é justamente o contrário: ocupar o espaço, amplificar a voz e afirmar, sem pedir licença, a beleza de nossas particularidades. No processo criativo, as educandas foram convidadas a investigar elementos da cultura nordestina não como simples reprodução folclórica, mas como patrimônio vivo, atravessado por experiências pessoais, familiares e coletivas. A pesquisa corporal parte de gestualidades, ritmos e referências populares, permitindo que cada intérprete reconheça no próprio corpo marcas de uma identidade cultural que também é plural e contemporânea. A proposta estética articula força, irreverência e afetividade, aproximando a linguagem da dança de elementos reconhecíveis do universo nordestino, sem aprisioná-los em uma representação estereotipada. O corpo dança a tradição, mas também a reinventa. Pedagogicamente, “Ei, fale baixo!” propõe uma experiência de reconhecimento e valorização cultural. Ao investigar o sotaque, os costumes e as manifestações de sua própria região, as educandas são estimuladas a compreender que identidade não é algo estático: é construída, compartilhada e constantemente ressignificada. Mais do que uma homenagem, a coreografia é um manifesto de pertencimento. Um convite para que aquilo que tantas vezes foi mandado calar possa finalmente falar — alto, bonito e com orgulho: somos nordestinos. 

Duração: 

5 minutos 

Classificação indicativa da apresentação 

Livre 

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