São Paulo sedia primeira edição do Festival Marista de Arte e Cultura
O Festival Marista de Arte e Cultura (FEMAC) foi pensado para celebrar talentos, expressões e histórias que nascem do encontro ent...
Quando
11/10/2026
Local
Salão Nobre – Arquidiocesano
Endereço
Ficha técnica
MOSTRA COMPETITIVA – BALÉ NEOCLÁSSICO
Nome do grupo, coletivo ou projeto de dança
Grupo Andança
Título da coreografia
Epifania
Educador(a) responsável pela produção:
Julcélio Nóbrega
Elenco da produção de dança
Clara Nogueira Valle Vasconcelos
Larissa Castro Coelho Lins Brasileiro
Laura Pessoa Albuquerque
Luisa Arruda Veras Coelho Pereira
Luisa Rebêlo de Moraes Guerra
Luiza Lessa de Azevedo de Lima Rocha
Marília Fernandes Albuquerque
Sara Oliveira do Vale
Lead – Apresentação resumida da produção.
“Epifania” traduz em movimento o instante de revelação em que algo se ilumina dentro de nós. Entre a delicadeza do clássico e a liberdade do neoclássico, a coreografia investiga o despertar, a transcendência e a descoberta de novas possibilidades para o corpo e para a alma.
Release
“Epifania” nasce da uma investigação sobre o instante de revelação: aquele momento, quase inexplicável, em que algo se transforma dentro de nós e passamos a enxergar o mundo, ou a nós mesmos, de outra maneira. A coreografia traduz esse despertar em movimento, explorando a passagem entre o desconhecido, a descoberta e a transcendência. Com linguagem clássica e neoclássica, a obra estabelece um diálogo entre a precisão e a disciplina da técnica clássica e a liberdade expressiva do corpo contemporâneo. A estrutura, a musicalidade e a qualidade dos movimentos preservam referências da tradição do balé, enquanto deslocamentos espaciais, linhas corporais, dinâmicas e transições ampliam as possibilidades de expressão. O conceito de epifania é compreendido não necessariamente como uma experiência religiosa, mas como uma experiência humana de descoberta: uma percepção súbita capaz de reorganizar sentimentos, pensamentos e desejos. O corpo torna-se, assim, o lugar onde essa transformação acontece. Cada movimento representa uma possibilidade de atravessar aquilo que ainda não compreendemos para alcançar uma nova percepção de nós mesmos. O processo criativo parte da investigação das qualidades de movimento associadas ao despertar: suspensão, expansão, leveza, impulso, pausa e transformação. A relação entre os intérpretes também assume importância, criando momentos de aproximação, escuta e deslocamento que sugerem que determinadas descobertas não acontecem de maneira isolada, mas são provocadas pelo encontro com o outro. Esteticamente, “Epifania” busca uma atmosfera de delicadeza e luminosidade, sem abandonar a força e a dramaticidade próprias da linguagem neoclássica. As linhas clássicas convivem com movimentos mais livres e orgânicos, criando uma paisagem cênica em que tradição e contemporaneidade se encontram. Pedagogicamente, a criação propõe às educandas uma experiência de percepção e autonomia artística. O processo estimula a compreensão do corpo como instrumento técnico, mas também como território sensível, capaz de comunicar estados, ideias e descobertas. A técnica deixa de ser apenas execução e passa a funcionar como ferramenta para a expressão individual. “Epifania” é, portanto, uma coreografia sobre o despertar. Sobre aquilo que acontece quando, por um instante, algo se revela e modifica nossa maneira de olhar. Um convite para perceber que, muitas vezes, a transformação começa silenciosamente, em um gesto, em uma pausa, em um corpo que finalmente encontra sua própria luz.
Duração:
3min56seg
Classificação indicativa da apresentação
Livre